Há tristezas que a cerveja não afoga
e é nessas que eu me embebedo agora.
Ultrapassa a minha compreensão entender o real porque das coisas e perceber porque o caminho nunca se faz em linha recta.
Para aprendermos mais no caminho, dirão uns. Porque a isso estamos condenados, dirão outros.
Eu não sei.
Não sei mesmo.
E do pouco que sei, vos direi que há curvas muito difíceis de ultrapassar.
Há pedidos de desculpa, que nunca soam suficientemente verdadeiros.
Há obrigados que ficam sempre aquém do que seria de esperar.
Há missões condenadas ao infortúnio.
No final dessas curvas, e só Deus sabe quantas eu já não fiz, o caminho torna-se enganadoramente recto, como que, aliciando-nos a prosseguir
a avançar
a dando-nos esperanças que nos virá a roubar um dia mais tarde.
E a essas eu também as tenho tido. E igualmente as tenho perdido.
Contudo cheguei aqui, não cheguei?
Contudo, completei todas as curvas, mesmo as mais tortuosas não completei?
Escutei as indicações dadas com ouvido de velho e olho de moço.
E aqui estou.
Faz hoje uns dias que achei companhia na estrada.
Anima-me...
Alegra-me...
Consola-me...
Entende-me
Completa-me.
Porém, ontem julguei tê-la deixado para trás, sem intenção.
Estou sentado numa velha pedra há já umas horas, esperando ver-te surgir por entre a curva.
Talvez tenhas caído, talvez estejas cansada.
Mas eu sentei-me, e aqui espero.
Talvez tenhas deixado cair algo, talvez tenhas parado para beber água.
Mas eu sentei-me, e aqui espero.
Agora que tenho companhia no caminho, não pretendo mais seguir só.
Vem do lado de lá da curva, que eu aqui te espero.
Ponto. Parágrafo.













Comments
Mas também não sei o que dizer, vou dizer que gosto, mais uma vez, mesmo que seja repetir-me e não dizer nada de jeito.
és um pai desnaturado. ;D
--
"sabias que sonhando, tudo é possível?"
[ ]
--
" Help yourself, and the heaven will help you .. "
que foto. que texto!
brutal.
--
living this days is making me nervous
ultimamente, escasseiam-me as palavras *
--
i won't ever let you fall
p.s. olha multus se continuas a escrever assim, eu vou-te bater, sabes ir buscar as palavras certas para descrever aquilo que nem eu consigo identificar no meu intímo...
--
www.teatrus.pt
Dá-nos uma sensação efémera de conforto e confidencialidade subtil.
É verdade o caminho está cheio de curvas e obstáculos, também é verdade que se nos pusermos a pensar demasiado nisso acabamos por parar e deixar de seguir em frente ou não.
Parece quase uma viagem num carro novo. Primeiro aprende-se a acelerar, depois vêm as curvas e fazemos um, dois, três, quatro peões, a seguir fazemos as curvas com uma perna ás costas. No entanto o carro continua cheio de amolgadelas... nada que uma pequena revisão não resolva.
--
Ancient Ways, Modern Days
Previous PageNext Page